Monday, June 1, 2009

Os mandantes do mundo: os políticos

Vivemos, e eu refiro-me a Portugal, num território totalmente de plástico.
Aqui no nosso Portugal, o dia de amanhã, porque o dia de ontem já foi, não diz absolutamente nada, ou melhor, como estamos a preparar esse dia, ele há-de ser pior que o dia de hoje.
Mas lá estou a filosofar, quando tudo é tão simples.
Há uma classe de gente, que à custa da ordinária classe média, cada vez engrossa (engorda) mais e não tem qualquer dúvida sobre o seu futuro: sorridente sem dúvida.
Não tem nada que saber qual é, porque todos nós, de uma forma ou de outra, apanhamos no corpo as suas chicotadas do poder. Não tem nada que saber. É a classe política! A classe dos carreiristas políticos. Daqueles, que desde o 25 de Abril, não tem feito outra coisa senão política. Mas política no pior sentido do termo. Muito virada para dentro e nada virada para fora.
Portugal nunca esteve tão bem para esta espécie de gente (políticos carreiristas), como está agora. Vejam-se os seus ordenados, vejam-se as suas reformas, veja-se a sua dança de lugares, de uns lados para outros.
Saiem do governo vão para um bom lugar em empresa pública, ou vão para um bom lugar que o partido arranjou lá fora (convém às vezes fazer um estágiozito lá fora). Depois, um dia regressam ao governo, para a seguir regressarem às empresas públicas.
Não tem nada que se esfalfarem, porque o futuro de uma maneira ou outra está sempre assegurado.
Devem estar muito agradecidos ao 25 de abril, porque, de facto, nunca tiveram vida tão boa e prazenteira. Não sentem o peso da crise, têm tudo o que querem, fazem tudo o que querem, etc, etc.
Mas o restante pessoal é que continua horrivelmente mal: vive sobre brasas numa completa incerteza sobre o seu futuro.
Não sabe se um dia terá emprego, sabe se um dia terão a reforma, não sabe se um dia terá cuidados médicos e/ou medicamentos, não sabe se terá uma casa para viver, não sabe..., não sabe...
Mas aqueles sabem tudo, enquanto estes não sabem nada.
Queira Deus que me engane, mas um dia, quer-me crer, ainda vamos ter no mundo uma qualquer tomada de Bastilha pelo povo do mundo.
Mas alguém terá dúvidas, que só estes políticos e seus acólitos é que safam nesta vida?!

Saturday, December 13, 2008

Grupo em fúria mata aluno da Casa Pia

Isto que se passou é simplesmente um horror.
Como é possível uma Casa como a da Casa Pia não ter um sistema de segurança que permita alertar a invasão de energúmenos no seu interior.
Isto é de facto uma país, como diz Medina Carreira, sem rei nem roca.
A democracia não se faz para mais balbúrdia a democracia faz-se para mais cidadania. E a cidadania implica mais segurança dos cidadãos.
Onde é que ela está?
Os políticos ainda não se aperceberam que por este andar a democracia começa a ficar em perigo, porque um dia serão os próprios cidadãos a exigir formas de maior rigor para a sua segurança.
Isso a acontecer poderá resultar num sistema que extravase a própria democracia.
Neste país, de brandas actuações de segurança e justiça, nada acontece. Rouba-se por tudo e por nada, mata-se por tudo e por nada, corrompe-se por tudo e por nada. Tudo passa incólume como nada se passasse.
Que raio! Porque diabo esta classe política não actua contra este estado de coisas?
De que é que ela tem medo?
O povo, um dia pode tirar conclusões, de que eles não se poderão queixar, devido à sua passividade em actuar, como seria a sua obrigação.
De que é que estão à espera? Do colapso?
Estou irritado - sou um cidadão.

Wednesday, December 10, 2008

Biba o Porto,carago

Hoje estou muito contente, como portista que sou, fomos (portistas) desumilhados e honrados pelos 2-0 que o F.C. do Porto deu ao Arsenal.
Assim, sim, grande e invicto Porto.
O gajo que dê agora risadas de escárnio e humilhação como deu lá em Londres.
Fomos vingados, viva o F.C. do Porto vivam os portistas.

Thursday, November 13, 2008

A luta perdida de um primeiro-ministro e de uma ministra

Não sei o que faz o primeiro-ministro pensar que o caminho certo para o ensino é o indicado pela sua ministra Maria de Lurdes Rodrigues.
Há muitos poucos exemplos em governos após 25 de Abril que um ministro tenha sido tão apoiado e defendido perante uma evidente queda em desgraça pública como esta ministra tem sido pelo actual primeiro-ministro.
O que se passa, pode considerar-se perfeitamente anormal, num contexto de elementar democracia e de bom-senso.
É incrível julgar que a grande massa de professores do país está enganada e que uma equipa ministerial, ou um governo, é que está certo e deve impôr a sua vontade contra de milhares e milhares de professores.
Agora até os alunos vêm esperar a ministra para lhe manifestarem o seu repúdio e desaprovação pela política que tem afectado ao ensino.
A arrogância assentou arrais no "reino de Portugal", e parece que o autismo é mais forte que o grito de cidadania.
O governo, e o primeiro-ministro, em particular, não vêem que a onda pública de protesto e desaprovação que corre as ruas e as praças de Portugal é imparável e só acabará quando for restaurado o respeito e a dignidade dos diferentes agentes do ensino, perdida por impiedosas chicoteadas de autocracia.
A maioria absoluta não pode servir para o "quero posso e mando" é preciso respeitar a maioria absoluta daqueles a quem se destinam as políticas.
Esta ministra do ensino já há muito deixou de ter condições políticas para dialogar com os professores e alunos, coisa que o primeiro-ministro teima em não querer ver, e, por isso, corre o risco de se afundar com ela.
Será que o primeiro-ministro ainda irá a tempo de repor a normalidade em todo este processo, ou será que quer ir até às últimas consequências?
Já falta pouco tempo para saber.

Wednesday, July 9, 2008

A grande ameaça que paira sobre a Humanidade

O nosso mundo está cheio de interrogações que nos petrificam. Interrogações à escala universal que bem podem ser certezas de efeitos devastadores para a humanidade e toda a forma de vida existente na Terra.
Os políticos do mundo, os que influenciam as grandes decisões à escala planetária, têm mostrado uma total insensibilidade e desprezo pela busca de soluções que façam inverter o rumo da Terra face a um potencial extermínio humano maquinado pelo próprio Homem.
Os gelos dos polos estão a derreter a uma velocidade que já não deixa dúvidas a tal evidência; a Gronelândia está a ficar sem gelo; a estação polar teve que ser removida por efeito da ausência de gelo; grandes plataformas de gelo derretem também no polo sul.
As consequências deste degelo são conhecidas e começam a fazerem-se sentir já em toda a superfície do globo; por efeito da alteração da temperatura da água do mar geram-se correntes de água quente e fria que originam mutações na fauna e flora do mar ameaçando drasticamente todas as espécies vivas.
A capacidade auto-regenerativa do ar que envolve a Terra já não consegue neutralizar os efeitos das grandes cargas de poluição que o Homem em todo o instante e em qualquer ponto do mundo lança sem cessar para a atmosfera.
Há assim como uma núvem de poluição a aureolar a Terra que é causadora do denominado "efeito estufa" que, por sua vez, provoca o sobreaquecimento da Terra, fenómeno este directamente responsável pelo degelo das grandes massas glaciares.
A par destas consequências, as grandes massas de gelo deixam também de desempenhar o seu papel estabilizador nos fenómenos climáticos, o que provoca, o que se tem vindo a assistir, à desregulação das estações do ano, e a fenómenos climáticos secundários de grande impacto negativo para o Homem, como secas e e inundações frequentes. Outro fenómeno directamente relacionado com o desaparecimento das camadas de gelo nas zonas dos pólos da Terra é a subida do nível da água mar, que já é observável e que se acentuará rápida e significativamente se não houver um retrocesso por via da mão do Homem em todo este processo poluidor. Pensa-se que o mar nos próximos 50 anos engolirá grandes porções de território que hoje quase ninguém acredita. No caso português o litoral da Costa Caparica, bem como o litoral de Aveiro serão zonas onde estes efeitos se farão sentir abruptamente.
O Mundo e a Humanidade está a perder a qualidade natural e a transformarem-se num outro estado cujas propriedades irão condicionar toda a forma de vida actual da Terra. O Homem para já não tem mostrado grandes sinais que está interessado em contrariar a sua própria auto-aniquilação.
Os prejuízos que já se somam são incalculáveis, em vidas humanas e em património natural e material, prejuízos estes que tendem a aumentar de forma imprevísivel, mas sempre em grande dimensões e implacávelmente.
Há milhões de pessoas do mundo que sofrem e morrem devidos aos efeitos da má gestão que o Homem faz do Ambiente. São muitas das pessoas que morrem de fome no continente africano, são muitas das pessoas que morrem de doenças malignas, são muitas das pessoas que morrem devido às intempéries que rebentam de forma brutal e completamente imprevísivel.
Os políticos, os tais políticos que têm as grandes decisões do mundo nas mãos, vêm todas estas hecatombes humanas à sua volta, algumas vezes nos seus próprios países, fazem reuniões e mais reuniões para disfarçarem que decidem, mas continuam sempre sem fazer nada de palpável e positivo.
Que mundo estamos a preparar para deixarmos aos nossos netos, aos nossos vindouros?!...
A nossa ainda grande esperança é a União Europeia, que já tem dado alguns sinais efectivos da consciencialização do problema, e que se espera venha a ter uma grande influência de persuação para o tratamento do problema em relação aos dois outros grandes focos poluidores, os Estados Unidos, e o grande bloco do Oriente.
Esta é a maior guerra que a Humanidade jamais teve, também de Homem contra o Homem, de um lado o Homem honesto, responsável e solidário, e do outro, o Homem egoísta, ambicioso, e imperialista.
Esperemos que ganhe o Homem-Bom para o bem do Mundo e da Humanidade.
Manuel Ferreira

Wednesday, April 9, 2008

O País Real

Portugal não está bem!
Há demasiadas contradições na sociedade portuguesa indiciadoras disso mesmo.
O optimismo anda sempre de braço dado com o pessimismo.
O estado real do país não coincide com aquele que diz o governo.
O desemprego não para de crescer, as empresas não param de fechar, os preços ao consumidor não param de subir.
Só por si, estes três indicadores dizem bem do estado em que o país se encontra.
Não digo que o país de hoje esteja pior que o de ontem, mas as melhoras que se têm feito sentir são demasiadamente lentas e imprecisas para o futuro, não tendo nenhum peso na vida dos portugueses.
O estado social, tendo em conta os indicadores populares de todos os dias, direi mesmo que piorou. A confusão nos hospitais públicos é geral: as pessoas fartam-se de reclamar sobre a qualidade dos serviços de saúde.
O ensino está um caos, por vezes com cenários de batalha campal.
O país real, que é aquele que é composto, por todas as camadas sociais da sociedade portuguesa, não é o mesmo que é apregoado pelo governo.
Sem dúvida que se tem de ajudar as classes mais desfavorecidas, no que são as suas necessidades básicas, como a habitação e a alimentação, mas isto não pode servir para subsídiar o ócio, o vício, e a negligência.
O governo deve estar atento à aplicação destes subsídios, porque se não o fizer é moralmente co-autor deste tipo de desmandos de recursos públicos.
A classe média, é a classe de todas as três que citei, a mais desamparada e desprotegida, porquanto não tem quaisquer ajudas do governo, e é, talvez, a mais cumpridora das suas obrigações com o Estado.
A classe alta, sem menosprezar o seu contributo nacional, obviamente, das três é a que está melhor.
Eu diria mesmo, que a classe média é o "barómetro" do estado bom ou mau em que se encontra um país como o nosso.
A nossa classe média está mal, e o país acompanha-a.
Portanto, não partilho do mesmo optimismo do primeiro-ministro, que diz que as "coisas" estão bem melhor do que estavam há dois anos atrás.
Para os portugueses seria óptimo que assim fosse, mas, infelizmente, não é isso o que eles sentem todos os dias.
Tenho dito várias vezes que o que falta aos nossos políticos é falar verdade. Dizer aos portugueses a situação real em que se encontra o país, para estes ficarem a saber com o que podem contar, e quanto precisam ainda de trabalhar, e não oferecer-lhes contas deturpadas de um país cujo saldo ainda é muito negativo.
Mas falar verdade para eles tem custos políticos, porque ficam depois sem margem de manobra para mentir e prometer. Esta é a razão por que não querem falar verdade.
Vêm aí as eleições, é preciso estar desperto, pois a imagem do país real pode bem ainda ficar mais distorcida, com as promessas que não vão ser cumpridas.
Aos políticos não custa nada mentir, porque a compensação (o castigo!), por incrível que pareça, pode ser ganhar umas eleições.

Wednesday, January 9, 2008

SÓCRATES E O REFERENDO AO TRATADO DE LISBOA



Sabe-se que o futuro de Portugal tem que passar pela Europa, pela Europa da União Europeia (UE).
O mundo, hoje, está dividido em blocos macro-económicos de países, como forma de melhor sobreviverem politicamente, e, sobretudo, economicamente. Os países que ainda há que escapam a estes grupos, são países que não reunem as condições exigiveis para a integração nos blocos, quer sejam infraestruturais, quer sejam de acatamento pelos direitos do Homem.
Mas a tendência, mais que provável, é de que também estes países um dia venham a aderir a estes grandes "protectorados", e quebrarem assim o isolamento a que estão votados.
Portanto, o destino natural de Portugal, é a Europa.
Hoje, o Primeiro-Ministro de Portugal, veio dizer, à Assembleia da República, que o Governo decidiu-se pela proposta a este orgão nacional, da via parlamentar sobre o Tratado de Lisboa, contrariando o que dissera em campanha eleitoral, declarando que apoiava o referendo nacional da Constituição Europeia.
Ora, em primeira instância, até parece que Tratado de Lisboa e Constituição Europeia são coisas diferentes, e que só levianamente é que podem ser tratadas por coisas iguais.
Todos se recordarão dos problemas que aconteceram em alguns países da Europa contra a ratificação da Constituição Europeia, inviabilizando a prática deste importante Documento : foi assim em França, e foi assim na Holanda.
Portanto, para que fosse possivel avançar-se com o projecto europeu, teria que fazer-se alguma coisa, de modo a acabar-se com estes sobressaltos que ameaçavam a convergência europeia já em curso.
E foi assim que apareceu o Tratado de Lisboa, com nome diferente da Coonstituição Europeia, mas com o mesmo espírito e, basicamente, com o mesmo alinhamento de conteúdo.
O Primeiro-Ministro faltou à verdade aos portugueses, quando para justificar o contrário do que prometeu aos portugueses, disse, hoje, que o Tratado de Lisboa e a Constituição Europeia eram coisas diferentes.
Eu sei que ser governo e ser candidato a governo obedece a lógicas muito diferentes, isto é totalmente verdade.
Mas, o que não é verdade é pôr uma permissa ao serviço da outra, ludibriando deste modo, triste, o povo português. Foi isto que aconteceu, o Eng.º Sócrates viu que fazendo tal promessa eleitoral desferiria um forte trunfo para ganhar as eleições, e fê-lo sem se importar que um dia poderia não ter condições para cumprir o que prometera.
Hoje, o Primeiro-Ministro, na Assembleia da República, esteve muito mal no plano ético e no plano político.
É assim que se desacredita um trabalho que, em algumas áreas, tem tido pontos altamente elogiosos.

Wednesday, December 26, 2007

O discurso de Natal do Primeiro-Ministro

O discurso de Natal do Primeiro-Ministro, foi um discurso de esperança para a população portuguesa, pois ficou a saber-se que o défice está controlado (inferior a 3%) e que em 2008 a economia portuguesa vai crescer 2%.
O que quererá significar que a contribuição dos portugueses para o controle da crise económica, vai, pelo menos, reduzir-se significativamente, o que só por si, quererá também dizer que a bolsa dos portugueses vai poder respirar, finalmente, de alívio.
Que outro significado senão este se poderia tirar?
Ou será que o défice só é controlado e a economia cresce à custa de viver mal os portugueses?
Não faz sentido!
Chegou a hora, pois, do governo prestar contas com os portugueses, fazendo-lhes ver que valeu a pena o sacrifício, iniciando-lhes uma nova vida mais desafogada e de bem-estar.
No entanto, pode, de facto, não ser assim, por paradoxo que pareça.
Portugal, não está mais rico do que estava há dois anos; as receitas não cresceram para compensar os esforços dos portugueses, a as despesas, essas sim baixaram, mas muito à custa de um empobrecimento muito nítido da qualidade de vida dos portugueses.
Portanto, tanto quanto me parece, este discurso do Primeiro-Ministro não foi um discurso realista, porque criou expectativas à população portuguesa que não vai poder cumprir.
Ou será que a dois anos das eleições legislativas vai deitar por terra tudo aquilo que andou a dizer e a pedir aos portugueses durante os dois primeiros anos do seu governo, e vai alargar os cordões à bolsa em sincronia com o sentido do seu discurso de Natal?
Em minha modesta opinião, o Primeiro-Ministro, meteu-se num beco sem saída, porque, quer a continuidade do controle do défice, quer a concretização das promessas implícitas que fez, correspondem a cenários virtuais, por falta de bases sólidas que permitam uma efectiva realização tanto de um como de outro aspecto.
É pena e lamentável, porque somos nós os portugueses que pagamos sempre as favas de toda esta política mirabolante!

Wednesday, November 14, 2007

O MUNDO ESTÁ DOENTE

Ainda há pouco saímos de um dia de lembrança e saudade pelos nossos queridos familiares e amigos que já partiram.
De um dia que nos fez sentir desareigados de vaidade, arrogância, e inveja, tão pequeninos nos sentimos e tão frágeis.
Esse dia já lá vai, e só daqui a um ano é que voltaremos a sentirmo-nos com essa sensação estranha, mas triste, e assim será continuadamente uma vez por ano.
Agora, vamos entrar noutro dia. Num dia de reunião da família, num dia de calor humano e de esperança. O Natal.
Vamos brindar á vida, vamo-nos preparar mentalmente, para vencermos mais um ano com coisas alegres mas também com coisas tristes. Talvez mais tristes do que alegres. O Mundo está a ficar cada vez mais triste, com guerras, com mais pobreza, e com mais egoísmo.
O Mundo parece ter entrado numa espiral sem regresso, tal é a insensibilidade que sente pelos grandes problemas que afligem a Humanidade.
Hoje, os grandes problemas existem, porque as grandes potências do Mundo, as grandes organizações do Mundo, estão de costas voltadas para eles, estão mais interessados naquilo que lhes é imediato, naquilo que lhes pode dar ganho e fama.
Não sei onde isto vai parar, com tanta insensibilidade com tanta inclemência, com tanta brutalidade.
Os sinais, fruto de tanta estupidez, são imensos, mas nada se tem alterado, ou melhor, o que se tem alterado é infinitamente pequeno face aos males que surgem e vão atormentando a Terra e a Humanidade.
Será que o Homem ainda tem tantos e tantos Natais, assim, para comemorar e viver, ou será que, um dia, mais ou menos inesperado, e prematuramente, um manto de morte vai descer sobre a Terra.
Eu sei que esta linguagem não é simpática, mas há que falar verdade, há que, em todo o tempo, falar do colapso da Terra, que deixou de ser uma hipótese, para passar a ser uma probalidade.

Monday, November 5, 2007

A piscina que nunca existiu, mas que custa a desaparecer

Quando me levanto, todos os dias de manhã, da minha varanda, contemplo o espectáculo de pombas e de gaivotas pousadas nos materiais não realizados naquilo que se propunha ser uma piscina.
São largas centenas, talvez atraídas pela água que sempre empoça quando chove, que marcam comparência diariamente por não perceberem quando chove e quando não chove.
Para as pombas e as gaivotas existe, com certeza, uma piscina.
Mas para o comum dos mortais, a piscina, não existe e nunca existirá, restando, pois, que lhes varram a estupefacção e aborrecimento, sobre o que nunca tomou forma definitiva para ser.
É certo, que a amálgama de cimento que lá existe foi já à prova de eleições, e passou, mas quem sabe se a nota dessa prova não poderia ser bem melhor do que foi se tal amálgama nunca tivesse existido.
Sabe-se que há uma vontade muito grande de a remover, de transformar aquele espaço num local aprazível, mas o tempo passa e passa e nada de novo nos trás, a não ser a continuidade das pombas e das gaivotas.
Aquilo tal como está, é um postal ilustrado da Maia de muita má qualidade, é um postal para quem nos visita completamente contrário ao que de bom tem a Maia e se atesta fora dela.
Estar alguém hora e meia a ver um jogo de futebol no Estado Municipal Dr. José Vieira de Carvalho, com o Admastor da pisicina pela frente, reterá uma imagem tão desagradavelmente impressionante que tão cedo não lhe desgravará da memória.
Sabe-se que há problemas óbvios nos meios para a resolução, mas também é livre de pensar-se que atendendo à persistência da malignidade visual e urbanística que o caso constitui, o mesmo, pelo menos, mereceria uma terapia de choque com vista a erradicar de vez a imagem do "monstro" dos olhos de quem o vê.
Por mim dispenso a imagem enfadonha diária das pombas e das gaivotas e a visita repugnante que por vezes me fazem os mosquitos que evoluem das poças de água inquinada para o meu prédio bem situado em frente.
Eu sou, entretanto, um entre muitos que pensam e sentem desta forma.

Thursday, August 30, 2007

A CAUSA DA CRIANÇA

foi inaugurado o edifício onde funcionará "A Causa da Criança".
Segundo a notícia que li sobre esta inauguração, ainda que não a todo gás, o estabelecimento vai começar de imediato desenvolver a sua actividade, dando acolhimento a duas dezenas de crianças. Crianças em situação difícil, quanto à família, e quanto à sociedade que as envolve.
Este estabelecimento de vocação estritamente humanitária, sem qualquer interesse económico, têm o direito de ser ajudado, quer por entidades públicas, quer por entidades privadas, as quais deverão sentir essas dádivas como dever.
A câmara já corporizou esse dever, cedendo o terreno para a edificação desse estabelecimento. E por isso é justo que seja citada como a primeira grande benemérita da instituição " A Causa da Criança".
Sabe-se que as dificuldades são muitas para levar este projecto social por diante, e, por isso, tal só será possível se a sociedade quiser, e se os poderes públicos instituídos quiserem, apoiando a instituição a vencer essas dificuldades.
Espera-se que o Governo acarinhe e apoie este projecto social em andamento, já que caber-lhe-ia a ele, por doutrina, o tratamento dos problemas destas crianças em risco e desamparadas.

Tuesday, August 28, 2007

O PORTUGAL BELO DESCONHECIDO

A Cidade (Porto)

O Campo (Valença)


O Mar (Albufeira)



A Floresta (Vieira do Minho)




A Montanha (Gerez)


São fotos de cinco locais diferenciados e morfologicamente muito diferentes mas de uma beleza inigualável.

Estou-me a referir à beleza física local e não propriamente á da fotografia.

Portugal não fica nada a dever a outros países igualmente belos, não obstante, muitos de nós preferimos trocar a contemplação da nossa beleza pela desses países.

Os turistas estrangeiros vêem cá, muitos deles, fartos de revisitar outros países, e são eles que nos dizem que temos um País muito bonito.

Nós não sabíamos!

Thursday, July 19, 2007

QUE NOS RESERVA O FUTURO?

Estamos num tempo de incerteza sobre aquilo que nos reserva o futuro. O futuro de valores, de qualidade de vida, de existência.
Hoje não se acredita, vive-se avidamente o consumismo. Hoje, não se pugna pelo equilíbrio da vida, mergulha-se incessantemente na mediocridade da vida. Hoje não se preocupa pela perenidade da vida, vive-se um dia após dia.
Tudo está em crise: os objectores e os fomentadores.
Perdeu-se o tempo de reacção. Tudo pode acontecer, desde o melhor até o pior, o povo não reage nem a uma coisa nem a outra, tanto recebe uma coisa como outra com resignação e com mesmo sentido de fruicção.
Os agitadores e oportunistas, aproveitam-se, e fazem tudo que lhes apetece, em nome dos seus apetites selváticos e das suas ambições.
Hoje não há respeito, as classes profissionais estão umas contra as outras, os políticos acantonados a maioria das vezes nos seus interesses pessoais cada vez ouvem menos o povo, prefere-se o efémero ao profundo.
A Europa também não ajuda, porque também ela ainda não se encontrou.
As dúvidas que ainda persistem são muitas, e já se diz que a sua desagregação está a caminho.Com isto tudo onde vamos parar?
Há quem diga que estamos a viver um ciclo, e que após este ciclo virá outro ciclo.
Eu concordo com os que assim pensam, e só espero que o próximo ciclo seja de respeito, de observância pelos valores humanos, de fé e de crença.

Wednesday, July 4, 2007

Thursday, June 21, 2007

Thursday, May 31, 2007

O CIGARRO GIGANTE





O CIGARRO GIGANTE


Um activista de uma organização não governamental segura uma réplica de um cigarro durante uma manifestação em Hdyerabad no Paquistão. Este ano, a Organização Mundial de Saúde dedicou o Dia do Tabaco ao tema "ambientes sem fumo".

Wednesday, May 23, 2007

CGD-MEDITA E DIVULGA

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores-principescamente pagos - daquela instituição bancária.
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em "oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços", incluindo no que respeita "a despesa de manutenção nas contas á ordem".
As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusão, dado que após novo parágrafo sobre "racionalização e eficiência da gestão de contas", o "estimado/a cliente" é confrontado coma informação de que, para "continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção", terá de ter em cada trimestre um"saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras" associadas à respectiva conta. Ora sucede que nuitas contas da CGD, designadamente, de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal. É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio dário de EUR7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para recebera reforma.
Como se compreende casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar "despesas de manutenção" de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a miséria. O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com "obscenas" pensões (para citar Bagão Félix),a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa de democracia, em que até a esmola paga taxa.

Monday, May 14, 2007

MADELEINE

Mais um caso horrível e monstruoso abala Portugal perpetrado por alguém que não merecia ter vindo ao mundo.

Não há definição para qualificar este acto que vitimou uma criança que ainda há cinco anos não era nascida, inofensiva e desprotegida.

Eu sou, por princípio, contra apena de morte, mas para este caso, envolto de uma frieza aterradora, de um sadismo inqualificável, de uma desumanidade total, bem abriria uma excepção, e condenaria a besta a pena de morte, sem qualquer remissão.

Pobre Madeleine, pobres pais, que nunca pensaram encontrar em Portugal, talvez, o pior mal das suas vidas. É bom ter esperança que Madeleine está viva, e que ainda viverá com a dignidade, a que um ser humano tem direito logo que desponta para a vida.

Tenhamos fé, dirigemo-nos aos nossos deuses, e peçamos por Madeleine.

Saturday, April 28, 2007

CANCRO CONTRAÍDO NO LOCAL DO TRABALHO

Maia de 200 mil pessoas morrem por ano no Mundo devido a cancros contraídos no trabalho por inalação de fibras de amianto ou fumo de tabaco, revelou ontem a Organização Mundial de Saúde. Uma em cada dez mortes por cancro surge ligada a estes riscos que podiam ser evitados, estima a OMS, na véspera do Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho